Confira
tudo que
respira
conspira.
Paulo Leminski
Confira
tudo que
respira
conspira.
Paulo Leminski
Boa tarde.
Hoje vou postar um passo-a-passo da capa para o pórologo de SIPV.
Um pequeno deslize meu, foi não ter tirado uma foto da montagem que fiz no studio com o cabide, uma camiseta, o bilhete e o foco de luz. Uma pena, pois foi crucial para a elaboração da ilustração.
1° passo: Foi a escolha do layout certo, o qual o Guilherme já mostrou em um posts anterior.
2° passo: Escolhido o layout fui direto para a folha (eu estou usando folhas A3 canson 180g) onde fiz os primeiros ensaios de uma forma bem livre e buscando sempre a construção dos objetos, não importando muito detalhes e volumes, apenas a estrutura básica.
3° passo: Neste momento eu fiz uso da mesa de luz, uma ferramenta muito utilizada por quadrinhistas e ilutradores. Nela eu coloquei a folha com o esboço e por cima uma folha em branco, também em A3. Desta forma é possível enchergar o desenho sob a folha em branco e então possibilita elimar traços indesejados e “limpar” o desenho para a próxima parte, a arte-final.
Obs: O por que do lápis azul? foi uma escolha de praticidade, além de ser fácil de eliminar no ps através de edições de contraste, isto ajuda muito também na hora de arte-finalizar, uma vez ela pronta eu não preciso apagar com a borracha e assim não machuco a folha.
4º passo: Feito o processo de desenhar a lápis, agora começa a parte mais divertida (ao menos para mim) que é dar vida ao desenho, com váriações de traço para dar peso e profundidade a ilustração. É onde também adiciono detalhes.
Aqui usei canetas nanquin descartável (Micron, Staedtler e Uni pin) 0.1 a 0,8 e pinceis Cotman séries 3 da Winsor & Newton.
O tempo de desenho foi relativamente curto entre 3 e 5 horas, ter o layout certo ajuda muit na hora de começar uma ilustração, encurta caminhos e o tempo de bunda na cadeira.
Excelsior!
A proposta dos capítulos é que cada um contenha partes de uma letra de música e que o nome da música – em português – dê nome para o capítulo. A inspiração foi pega da Graphic Novel 12 Razões Para Amá-la, de Jamie S. Rich e Joëlle Jones. Para haver uma exceção que confirme a regra, o Prólogo de SIPV não tem nome nem música. Entretanto, como todas aberturas de capítulo em SIPV, há um objeto que o representa e que, de alguma forma está presente na história contida no capítulo. A idéia de haver um objeto para cada capítulo foi do Fabrício. O objeto, no caso do Prólogo, é um daqueles papeizinhos que os colegas costumam grudar uns nos outros, escrito “Me chuta”. Ou, a frase completa: “Sou um otário filho da puta, por isso ME CHUTA”.
Seguem os esboços do Fabrício para a abertura do Prólogo.
Falando um pouco mais sobre as músicas utilizadas em SIPV, a intenção foi pegar músicas populares e não obscuras para que o leitor possa se identificar com o que está lendo, ou até mesmo colocá-las para tocar enquanto lê. Há de Green Day a Chico Buarque. No início, a intenção era que as músicas utilizadas fossem apenas canções gravadas na década de 90, para manter o clima da série. Mas, principalmente no caso de músicas brasileiras, era difícl encontrar letras que se encaixassem com a história. Por isso, a regra ficou para canções gravadas até 1998.
Radiohead – Creep
Olá pessoal, me chamo Fabrício Bohrer e sou o desenhista da Graphic Novel SIPV (Só os Inteligentes Podem Ver).
Bom, vou começar meu post de hoje contando resumidamente como embarquei neste projeto.
Conheci o Guilherme pela internet, através de um projeto da Não Editora, que infelizmente não vingou, ao menos por enquanto…
Então continuamos nos correspondendo por e-mail e recebi o convite por parte do Guilherme para fazer uma Graphic Novel, minha primeira diga se de passagem.
Assim que li os primeiros capitulos, fiquei muito interessado em participar e desta forma topei o desafio de ajuda-lo nesta empreitada.
Bem, vamos à primeira página.
Eu queria uma imagem bem legal, não cheguei a pesquisar imagens para raferência neste primeiro momento, mas na minha cabeça eu queria algo no estilo dos filmes do início dos 80 e fim dos anos 70, Porks para ser mais exato. Com esta idéia na cabeça eu fiz apenas este esboço da capa, mas pretendo incrementar ainda mais na pagina final.
Me coloco aqui no compromisso de fazer um passo-a-passo desta página, com imagens dela no esboço, lápis e arte-final e também mostrando as referências que usei para a capa.
Por hoje é só, ainda estou aprendendo a mexer aqui no WordPress, confesso que não ta sendo muito barbadinha, mas vamo que vamo.
Esse é o quadro de abertura de Só os Inteligentes Podem Ver. É uma splash page de um garoto em um vestiário feminino. O texto da página é “Na adolescência todo garoto tem a vontade de ficar invisível”, uma vez que, estando invisível é possivel entrar no vestiário das meninas e ver tudo o que se passa por lá. A imagem tenta captar um pouco dessa sensação adolescente de ter os hormônios à flor da pele. Mas o caminho que o prólogo segue é um pouco mais derrotista Eu gosto muito deste layout do Fabrício porque, de alguma forma, me lembra o quadro Les Demoiselles D’Avignon, do Pablo Picasso. Olha o quadro aí embaixo. Mais pra frente o Fabrício fala um pouco mais de como foi fazer o layout do Prólogo.

Les Demoiselles D'Avignon
Olá a todos! Sejam bem vindos ao blog de produção de Só os Inteligentes Podem Ver. Para abrir os trabalhos gostaria de falar um pouco sobre como foi o início de tudo isso.
Eu vinha fazendo a Oficina do Subtexto com a Cíntia Moscovich e ao mesmo tempo em que apresentava os textos que eu produzia nas aulas, também os levava para a minha psicóloga, para que pudéssemos extrair algo valioso para as sessões com minhas criações. Era uma fase em que a terapia estava fazendo um efeito positivo na minha vida e eu já começava a deixar de lado os pensamentos persecutórios que me levaram a procurar ajuda profissional. Outro ponto de convergência eram as graphic novels autobiográficas que eu estava lendo, uma atrás da outra: Black Hole, Persépolis, Fun Home e Epiléptico, para citar algumas.
Há um bom tempo queria escrever uma história em quadrinhos. Confesso que já tentei engatar no mundo dos roteiros de quadrinhos com histórias de super-heróis, mas ao começar a fazê-lo percebi que não era exatamente sobre aquilo que queria escrever. Prefeiria escrever histórias de gente de verdade – ou nem tanto. E vendo tantas HQ autobiográficas dando certo, por que não fazer a minha?
Black Hole falava de adolescência e drogas. Persépolis sobre ser estrangeira em seu próprio país. Fun Home, homossexualidade. Epiléptico, bem, a epilepsia, mesmo que a do irmão. Então porque eu não poderia falar sobre minha experiência com a paranóia? As sessões com minha psicóloga garantiam um material riquíssimo e, com o aval dela (ela leu todos os capítulos) eu poderia dar forma a algo diferente, mas com a mesma pegada que os trabalhos já citados.
Resolvi contar uma história semi-autobiográfica, cujo personagem principal, William – Guilherme em inglês, tem problemas com sua paranóia. Há trechos na graphic novel que são tirados ipsis literis da minha vida, outros que não tem nada a ver com ela. Mas acho, e minha psicóloga concorda, e a Cíntia, minha professora, também que a experiência real só ajuda a enriquecer uma história. Então comecei a escrever. Não sem antes dar uma pesquisada em alguns livros. Mas isso fica para outro post.
Ah, sim. Como todos os capítulos tem nomes de música, o costume vai ser postar aqui no blog com uma música no final. Música para o post inaugural:
The Beatles – Blackbird