Conspiração

Posted 31 31UTC Outubro 31UTC 2009 by guilhermesmee
Categories: textos

Confira

tudo que

respira

conspira.

Paulo Leminski

Estudos do William

Posted 14 14UTC Outubro 14UTC 2009 by guilhermesmee
Categories: desenhos

Depois de um longo gap, alguns estudos de personagem do William feitos pelo Fabrício.

Estudos do William

Estudos do William

Aberturas de Capítulos

Posted 26 26UTC Agosto 26UTC 2009 by guilhermesmee
Categories: desenhos e textos

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A proposta dos capítulos é que cada um contenha partes de uma letra de música e que o nome da música – em português – dê nome para o capítulo. A inspiração foi pega da Graphic Novel 12 Razões Para Amá-la, de Jamie S. Rich e Joëlle Jones. Para haver uma exceção que confirme a regra, o Prólogo de SIPV não tem nome nem música. Entretanto, como todas aberturas de capítulo em SIPV, há um objeto que o representa e que, de alguma forma está presente na história contida no capítulo.  A idéia de haver um objeto para cada capítulo foi do Fabrício. O objeto, no caso do Prólogo, é um daqueles papeizinhos que os colegas costumam grudar uns nos outros, escrito “Me chuta”. Ou, a frase completa: “Sou um otário filho da puta, por isso ME CHUTA”.

Seguem os esboços do Fabrício para a abertura do Prólogo.

wordpress post - capa

Abertura do Prólogo

Falando um pouco mais sobre as músicas utilizadas em SIPV, a intenção foi pegar músicas populares e não obscuras para que o leitor possa se identificar com o que está lendo, ou até mesmo colocá-las para tocar enquanto lê. Há de Green Day a Chico Buarque. No início, a intenção era que as músicas utilizadas fossem apenas canções gravadas na década de 90, para manter o clima da série. Mas, principalmente no caso de músicas brasileiras, era difícl encontrar letras que se encaixassem com a história. Por isso, a regra ficou para canções gravadas até 1998.

Radiohead – Creep


Boas Vindas e Primeira Página

Posted 24 24UTC Agosto 24UTC 2009 by fabriciobohrer
Categories: desenhos

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Olá pessoal, me chamo Fabrício Bohrer e sou o desenhista da Graphic Novel SIPV (Só os Inteligentes Podem Ver).
Bom, vou começar meu post de hoje contando resumidamente como embarquei neste projeto.
Conheci o Guilherme pela internet, através de um projeto da Não Editora, que infelizmente não vingou, ao menos por enquanto…

Então continuamos nos correspondendo por e-mail e recebi o convite por parte do Guilherme para fazer uma Graphic Novel, minha primeira  diga se de passagem.
Assim que li os primeiros capitulos, fiquei muito interessado em participar e desta forma topei o desafio de ajuda-lo nesta empreitada.

Bem, vamos à primeira página.
Eu queria uma imagem bem legal, não cheguei a pesquisar imagens para raferência neste primeiro momento, mas na minha cabeça eu queria algo no estilo dos filmes do início dos 80 e fim dos anos 70, Porks para ser mais exato. Com esta idéia na cabeça eu fiz apenas este esboço da capa, mas pretendo incrementar ainda mais na pagina final.

Me coloco aqui no compromisso de fazer um passo-a-passo desta página, com imagens dela no esboço, lápis e arte-final e também mostrando as referências que usei para a capa.

Por hoje é só, ainda estou aprendendo a mexer aqui no WordPress, confesso que não ta sendo muito barbadinha, mas vamo que vamo.

No Vestiário Feminino

Posted 20 20UTC Agosto 20UTC 2009 by guilhermesmee
Categories: desenhos

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Na adolescência todo garoto tem a vontade de ficar invisível.

Na adolescência todo garoto tem a vontade de ficar invisível.

Esse é o quadro de abertura de Só os Inteligentes Podem Ver. É uma splash page de um garoto em um vestiário feminino. O texto da página é “Na adolescência todo garoto tem a vontade de ficar invisível”, uma vez que, estando invisível é possivel entrar no vestiário das meninas e ver tudo o que se passa por lá. A imagem tenta captar um pouco dessa sensação adolescente de ter os hormônios à flor da pele. Mas o caminho que o prólogo segue é um pouco mais derrotista Eu gosto muito deste layout do Fabrício porque, de alguma forma, me lembra o quadro Les Demoiselles D’Avignon, do Pablo Picasso.  Olha o quadro aí embaixo. Mais pra frente o Fabrício fala um pouco mais de como foi fazer o layout do Prólogo.

Les Demoiselles DAvignon

Les Demoiselles D'Avignon

William Criança

Posted 20 20UTC Agosto 20UTC 2009 by guilhermesmee
Categories: desenhos

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William Criança

William Criança

Blackbird

Posted 20 20UTC Agosto 20UTC 2009 by guilhermesmee
Categories: textos

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Olá a todos! Sejam bem vindos ao blog de produção de Só os Inteligentes Podem Ver. Para abrir os trabalhos gostaria de falar um pouco sobre como foi o início de tudo isso.

Eu vinha fazendo a Oficina do Subtexto com a Cíntia Moscovich e ao mesmo tempo em que apresentava os textos que eu produzia nas aulas, também os levava para a minha psicóloga, para que pudéssemos extrair algo valioso para as sessões com minhas criações. Era uma fase em que a terapia estava fazendo um efeito positivo na minha vida e eu já começava a deixar de lado os pensamentos persecutórios que me levaram a procurar ajuda profissional. Outro ponto de convergência eram as graphic novels autobiográficas que eu estava lendo, uma atrás da outra: Black Hole, Persépolis, Fun Home e Epiléptico, para citar algumas.

Há um bom tempo queria escrever uma história em quadrinhos. Confesso que já tentei engatar no mundo dos roteiros de quadrinhos com histórias de super-heróis, mas ao começar a fazê-lo percebi que não era exatamente sobre aquilo que queria escrever. Prefeiria escrever histórias de gente de verdade – ou nem tanto. E vendo tantas HQ autobiográficas dando certo, por que não fazer a minha?

Black Hole falava de adolescência e drogas. Persépolis sobre ser estrangeira em seu próprio país. Fun Home, homossexualidade. Epiléptico, bem, a epilepsia, mesmo que a do irmão. Então porque eu não poderia falar sobre minha experiência com a paranóia? As sessões com minha psicóloga garantiam um material riquíssimo e, com o aval dela (ela leu todos os capítulos) eu poderia dar forma a algo diferente, mas com a mesma pegada que os trabalhos já citados.

Resolvi contar uma história semi-autobiográfica, cujo personagem principal, William – Guilherme em inglês, tem problemas com sua paranóia. Há trechos na graphic novel que são tirados ipsis literis da minha vida, outros que não tem nada a ver com ela. Mas acho, e minha psicóloga concorda, e a Cíntia, minha professora, também que a experiência real só ajuda a enriquecer uma história. Então comecei a escrever. Não sem antes dar uma pesquisada em alguns livros. Mas isso fica para outro post.

Ah, sim. Como todos os capítulos tem nomes de música, o costume vai ser postar aqui no blog com uma música no final. Música para o post inaugural:

The Beatles – Blackbird